domingo, 13 de janeiro de 2008

LUSOPONTE (+1)

Agora que parece decidida a localização do novo aeroporto de Lisboa, começa a levantar-se nova polémica em relação à localização da nova travessia sobre o Tejo.
O ministro Mário Lino fala na necessidade de renogociar o contrato com a Lusoponte, empresa que tem a exclusividade de exploração das pontes sobre o Tejo a juzante de Vila Franca de Xira. Ao que parece, no caso de se construir uma nova ponte (fala-se entre Chelas e o Barreiro - também já há alguma polémica quanto a esta solução!)e a sua exploração não for entregue à Lusoponte, o Estado terá que indiminizar aquela empresa por cada carro que atravessar a ponte, ou seja, é uma espécie de monopólio. Diz-se que as condições do contrato de exploração entre o Estado e a Lusoponte são "leoninas"... Esse contrato foi assinado no final do período de Governo de Cavaco Silva, pelo então Ministro das Obras Públicas Joaquim Ferreira do Amaral, agora presidente da Lusoponte, pasmem-se!
É mais um exemplo da pouca vergonha de que estes senhores são capazes. Não têm qualquer ética, qualquer moral... os únicos interesses que são capazes de defender são os deles e utilizam a política para esse efeito... O que se passa em empresas como a GALP, EDP, PT e tantas outras, são outros exemplos e somos nós que andamos a pagar tudo isso.
Às vezes penso que a revolução de Abril deveria ter sido uma revolução de sangue, que marcasse profundamente a nossa história e servisse de exemplo para gerações. As conquistas de Abril morrem lentamente... O(s) Governo(s) vão acabando com o ensino público, com a saúde pública, com a justiça, aumentam tremendamente as desigualdades... agora querem também acabar com os pequenos partidos (são esses que muitas vezes lhes fazem a verdadeira oposição!).
...será que estamos a precisar de uma nova revolução?

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